Havia, pelo que considerava bom senso, decidido não escrever mais neste espaço para preservar meus amigos por algo que possa vir a acontecer, mas achei melhor não. É de comum acordo que cada um deve responder pelos seus atos, por suas escolhas. Assim deve ser pelo que se pensa, diz e escreve. Meus textos são meus, a revolta ou paixão em todas as linhas são minhas também. Soltando o verbo, ontem, hoje, amanhã e sempre, vou aos poucos recuperando a minha alma, a minha essência. O que me irrita de fato não é somente a falta da autonomia que tanto pregam que temos, mas o fato de buscarem a cada dia mais nos alienar com esse comercial de margarina que criaram para batalharmos aqui. Um sonho utópico no qual a sua recompensa por tanto esforço e dedicação seria satisfatória, mas então você percebe que para entrar nesse céu, ainda ficou devendo uma reza ou um dízimo a mais, deixou de fazer uma boa ação ou coisas do tipo. Trazendo para a realidade, deixou de entregar alguém, de bajular alguém, de dar para ou comer alguém, de ir para algum evento com alguém, enfim... de viver em função de alguém ou pelo menos vender essa imagem, esse espectro de empatia que se desgasta e o afasta do que verdadeiramente importa: seu caráter. Perdi meu equilíbrio há tempos e foi nessa perda que felizmente tomei a decisão de procurar por mim, por quem eu fui e tenho ainda a chance de ser, mesmo que sem um salário teoricamente bom para quem ainda não se formou e por uma questão de raça pode não ter tantas oportunidades quanto outros, mas sempre me orgulhei da minha ótima auto-estima, que até vinha se desgastando nos últimos tempos. Não ligo se você acha que desperdiço a chance da minha vida, o emprego da minha vida, a mulher da minha vida e tantas outras coisas que você julga como sendo a oportunidade da minha vida... Enquanto eu não sentir isso, continuarei sempre em busca, sempre optando por outros caminhos, sempre cigano em meu próprio destino. Não quero mais fincar os pés no chão ou pôr os pingos nos 'is'. Quero 'is' sem pingo e nenhum 'ás' na manga. Quero sempre a arte do improviso, quero sempre testar a minha criatividade, não somente avisar sobre entregas fora da faixa ou pedidos não atendidos a minha vida toda. Se sua opção é essa, legal! Pega o headset e ganhe a sua vida do seu jeito, mas também respeite o fato de essa não ser a minha opção. Na última mudança, houve quem dissesse que começava do zero uma nova etapa... Ledo engano, meu amigo. Se você foi condenado por quem está no poder alguma vez, você nunca começa do zero, mas sim do - 100, e olhe lá. Alguns teimam em acreditar ou por não ter outra opção ou por não confiar em seu próprio taco, mas eu não... Sem demagogia alguma, eu não sou bom no que eu faço. Eu sou foda! Sei do meu valor e do meu potencial... Temperamental? Claro, mas que craque não é? Não quero voltar pra marcar sempre se na frente resolvo. E meu lugar é na frente. Atacando sempre, para que nem precisem defender. Mas obviamente assustei alguém pois o jogo já estava comprado (ou vendido, se é que me entendem, há tempos) e tínhamos que perder. Isso, infelizmente, eu ainda não aprendi a aceitar bem, mesmo com tantas derrotas que no começo pareciam vitórias. A ponta da lança, ir até onde os procedimentos ou limitados não podem ir passou a representar perigo sob uma nova ótica. Mas que ótica? Que ética? A minha? A sua? Não... A de quem está no comando, no controle do jogo. Certa vez, um amigo meu disse que não é mais possível se mudar um sistema. Este blog e os fatos da última semana já são prova suficiente disso. Em meio a tantos revoltados, apenas poucos se manifestam. Outros reclamam com a gente à boca pequena e estão em alguma festa ou evento nesse exato instante com aqueles a quem criticam e o mundo segue cor-de-rosa e purpurinado para essas putas corporativas. Afinal, o código funcional vale mais do que sua verdadeira identidade. Pois bem, esse sistema eu não posso mudar. Sempre teremos aqueles que fingem não ver ou têm medo de acordar. Assim sendo, invento o meu próprio sistema. Uma espécie de bomba-relógio sempre prestes a explodir. Para quem não sabe, ao longo da semana, mais uma das palhaçadas 'episcopais' me irritou. Fui chamado à uma sala de reunião repleta de fotos emolduradas e sorrisos polidos e amarelos em minha volta para me convencer que a guilhotina era um ambiente convidativo e não hostil. Lá, fui julgado e condenado por dar minha opinião, por pensar... Opa, como disseram? Ah, 'não queremos que nos interprete mal, Moisés. Você não está sendo repreendido por pensar, pode continuar a dar idéias e sugestões, sem problemas. Mas houve uma quebra hierárquica'. Pode crer, pessoal! Eu pensei sem pedir autorização ou sem estar na minha pausa non voice. Non voice... Non chance, non Miss América feia pra caralho, non churrasquinho amargo e mui amigo, mutchatchos, non rainha de caminhoneiros e irmãs de chacretes, non filhos meus para batizarem, non minha ajuda na monografia, non eu deixar a Mangueira e virar salgueirense... Non, non e non, Moces! Nada de esquecer a 'ajutinha' no front, agora CSP1... Non, Moces! Nada de ficar em pé conversando com 'sus amicos'. És pago para trabalhar, seu negro. Pensar é para os grandes de pequeno coração e bolso cheio. É, Harry Potter... Assim não há feitiço ou galhos de arruda que me salvem, afinal a Sula quer me pegar. Quero dizer, a Cuca... E seus assistentes cumprindo metas e políticas empresariais continuarão dando print screen na tela e apontando o seu recurso como irregularidade, afinal somos todos igualmente retardados e você, assim como eu, não pode... pensar. Mas eu fico tranquilo porque, apesar de você, amanhã há de ser outro dia...
não sou de palavrões, quem me conhece sabe mais eu preciso escrever PUTA QUE PARIU, se eu não tivesse sentido na carne isso tudo diria, esse cara é maluco, qualquer mortal sonharia com isso e ele pedindo para ser tábua de tiro ao alvo? O triste é perceber q o potencial de cada um q pensa, e pensa pra melhor é sinal de incomodo para líderes engessados e por não serem bons como deveriam se sentem ameaçados.
ResponderExcluirAmigo, continue a pensar e pode ter certeza a espaço no mundo para aqueles q pensam sem precisar temer a ditadura profissional q com certeza não é política de uma CIA, mais vício, doença de pessoas despreparadas para fazer acontecer o que a idéia inicial deseja e anseia. Maravihoso o texto. Assino embaixo e achei q isso era coisa só nas bases onde se calam as pessoas com armações e jogam toda a sujeira pra debaixo do tapete na hora em q chegam visitas, auditorias e etc.
Linda, que bom ter vc participando aqui... Transmite a veracidade, assim como nós
ResponderExcluirCOmo boa futura advogada, falando com conhecimento absoluto de causa.
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