terça-feira, 25 de agosto de 2009

Passagem da Privação(Leandro Nogueira)


Eu resisto enquanto choro

Em luto na chuva silenciosa

A morte iluminará meu fardo

Infinita é a minha tristeza

Passagens tão obscuras

Em todos esses anos de morte

Partidos estão os sonhos de vozes aveludadas

Eu sou você, éramos um.Vastos são os campos por onde caminho

Onde a tristeza nunca morre

O céu se une com a chuva negra

Invoca minhas lágrimas

Agora pousa com as asas do inverno

Em minha alma que empalidece

Deixe-me morrer

Passagens da privação...

Um templo de culpa

Caindo profundamente

Abraçado em depressão

Minha alma que empalidece

Deixa-me morrer.Despeço-me da vida e de tudo pelo qual eu morri

Agora meu tempo na Terra findou-se

Uma outra jornada se iniciou

Sozinho eu morri

Sem rogar por misericórdia

Sem rogar por salvação

Uma jornada solitária num sonho obscuro

Chegou a hora de abrir minhas asasDevagar…

Descendo de um céu silencioso

A morte vem para me levar

E das passagens você me ouve chorar……

Eu te amo…

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