sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Descobertas (Moisés Neto)

As mãos estavam trêmulas e banhadas de suor
O corpo era abrigo para um animal selvagem
Nem podia-se definir, por certo, qual a presa e o predador
A Lua brilhava longe
e o céu não opunha-se ao que via
Não sem dificuldades, deixei-me beijar
e levar por tais palavras...

O tempo acelerado e invejoso não nota o quanto eu preciso dela
ou de alguém (in ou em) comum
Meus dedos deslizando por seus seios,
a pele e sua química perfeita,
a língua, aventureira e exploradora... quente

Seus beijos aquecendo minhas noites,
abraços que não quero evitar
Há sempre vida nova em seus contornos
e ela nem parece perceber

Jurara por mil deuses mitológicos
e a um, em especial, eu disse: ria
ele riu pra mim,
como num sonho,
e disse que o amor nunca tem fim...

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