sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Grotesco e sintétco

O barulho da chuva lá fora me remete as minhas lágrimas que hoje parecem ter secado em meio ao frio que sinto,o fenomeno natural reside no desequilíbrio da alma de um homem que caminha sobre a escuridão e penumbra de menos um dia...
A atmosfera psicodélica e alucinante da minha vida que por dias desce por ladeira abaixo,como uma locomotiva seguindo sem direção de encontro a um presente que me faz perder o controle...Com o controle perdido e sem direção a seguir eu apenas vejo meu corpo vagar,qual o motivo desse vazio tão grande?,porque tantas incertezas?,porque o vidro estilhaçado ainda não foi trocado?,porque eu continuo na insistência de cortar minhas mãos e ver que o sangue corre sem parar por todo meu corpo.
Chega ser grotesco e sintético minha forma de idealizar o que eu vejo e como me sinto,grotesco no sentido do pavor que tomei de mim mesmo...sintético porque o que não é látex ...é sintético,como tintas que pintamos nossas paredes,umas mais duradouras do que as outras,apenas esse o significado do sintético...alusão...
Como pude me transformar no que hoje eu sou?...não sei , mas vejo que olhando pela janela do meu quarto ainda enxergo que o infinito pode ser finito e que a luz que acende do lado de fora são minhas lembranças que ainda me fazem ter esperança...assim como uma perda que jamais foi perdida,destruíram o conceito de um novo dia,de uma nova historia,de uma velha e empoeirada ilusão.
Nuvens disfarçam sua face maligna e sarcástica, a miséria de espírito te faz ir além do lago mais profundo chamado rancor!,incandescente é o brilho que foi ofuscado por nunca amar....todos precisamos amar e nos sentir amados pelo menos uma única vez em nossas vidas e não de vivermos como ratos de laborátorio e preso em nosso próprios jogos de sedução...a grandeza dos atos não está na conveniencia das ações que são disparadas contra vc e sim no clamor de uma nova possibilidade de vida.

Leandro Nogueira

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