Voltava de Quintino ainda sem saber o que fazer de minha vida. Logo eu, especialista em críticas e posições radicais, perdido em meio ao trânsito caótico dos que vêm ou vão de/pra Madureira. Cascadura logo ali e algumas lembranças, pois não estava pra saudade, mas sim pra puxar angústia. Eta brincadeira perigosa; eta mundo pequeno. Tão pequeno que fez você esbarrar em mim em plena faixa de pedestres... Incrível, né? Te procuro faz tempos e de repente, quando menos esperava, eis que surge você, cada vez mais linda e radiante. Seu sorriso, como sempre, afastou pra bem longe a minha tristeza, o meu medo. Suas palavras invadiram meus ouvidos e me acalmaram. Conversamos um pouco no Amigão, te deixei em casa e nos beijamos. Talvez pela última vez nesta vida, talvez por outra primeira vez. Vai saber... Só sei que ao te rever fiquei em dúvida: era realmente você quem eu procurava ou era por quem eu havia sido quando estava ao teu lado? Só sei que, se éramos espectros, ao menos no dia 29 de setembro de 2010 voltamos a ser aqueles...
