
Hoje eu percebo: ganhei o jogo. Não que ele esteja perto do fim, mas o resultado já é óbvio. Em situações de crise, os eventos se tornam previsíveis. Alguém perde a cabeça, faz uma besteira e tudo vira um caos. E é aí que recebo a recompensa pela minha participação. Vejo de camarote a queda de tudo aquilo em que acreditavam os que antes me julgavam e hoje me seguem. Com o caos 'à solta', não preciso fazer mais nada, exceto cumprir minhas promessas e ser mais paciente do que todo o resto. As cartas estão sobre a mesa e o seu espanto perante o espelho. Não existem mocinhos ou vilões nessa história, apenas incoerência compartilhada por ambos os lados. O que é mais engraçado é que todos continuarão lutando, esquecendo o que disse no começo do texto: eu ganhei o jogo. Dei a volta olímpica e ninguém mais viu... Mas, como eu disse, eu ganhei e hoje é só isso o que me importa.
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