segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Subjetivo (Moisés Neto)

Quanto mais me esconder, menos vou me encontrar. E é essa certeza que me impede de lançar fogo em tudo o que vejo e que encontro. Vejo a porta arreganhada, mas não entro mais sozinho. Preciso sempre ter alguém do lado me incentivando ou reprimindo. Sempre fui o centro das atenções ou berrei pra ser ouvido. Já machuquei ou afaguei pessoas só pra parecer ser quem nunca fui. Aprendi a mentir pra me defender e propagar. Marketing pessoal sempre foi um ponto forte, exceto quando me encarei no espelho e não consegui separar criatura e criador...
Se ainda tenho medo? Claro! Tenho pânicos horrorosos! Um medo infantil de ser adulto e um temor imaturo de não ser ninguém... Como cheguei até aqui, mal me lembro? Só sei que esse esquema é muito complicado. Escrever sobre essas coisas alivia um pouco, mas não cura. Falo sobre um cura hipotética de minha própria auto-destruição. Queria fugir, mas ando a 10km por hora, enquanto os problemas andam a 300km... Mas que problemas? Os que de fato existem ou os que, por tédio e carência, eu mesmo criei?
Não sei...
Eu não sei de nada...

2 comentários:

  1. Qtas pessoas estão assim como vc hein amigo poeta? É o mundo e seus valores invertidos, tirando o brilho e a luz de cada um...

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  2. Engracado,em alguns momentos me sinto preso nessa mesma caixa preta e escura que te aflige...estranho porem real.

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