Por aí de mal com o mundo,
Com o peito sufocado...
Quem encara a ladeira
Sabe o peso do descaso
Despreparo de quem cuida,
Destempero de quem manda
Pro suspeito de nascença
É assim que toca a banda
Palavrão engatilhado,
Consequência não medida
Cada um com seu porém
Mas não cutuca a ferida!
Marginal ou vagabundo?
Nem aí pro preconceito
O ensinamento das vielas:
O medo gera respeito
Abandono à luz do dia
E a revolta reprimida
Pra cada possante que sobe,
Outra alma destruída
- Tem do preto, tem do branco
O comércio é liberado
Quem faliu cassino e banco
Fez ser certo o que era errado
E agora o que que vem?
Aparato social?
O show do Wagner Montes
Ou do Jornal Nacional...
O retrato mais fiel
Do cenário que disfarçam
Não tem luxo de hotel,
Por ali só poucos passam
Assistencialismo é besta?
Hipocrisia é o problema
Se a favela é violenta,
É o resumo do sistema...
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